Resenha de Swag, Cambria Hebert
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26 de maio de 2017

Resenha: #Swag, Cambria Hebert

#Swag (Gearshark #3)
Autora: Cambria Hebert
Gênero:New Adult/Esportes
Páginas:382
Sinopse: Esses pilotos tem #Swag...
Correr está no DNA dela.
Logo ao lado do dinheiro e do poder.
Quando você é a filha de um dos homens mais poderosos do país,
Você precisa se esforçar mais para conquistar o sucesso.
Joey Gamble é uma garota em uma pista dominada por homens.
Com um papai que pode comprar tudo o que ela desejar.
Mas ela não deseja nada... exceto CONQUISTAR sua reputação.

Correr é a paixão dele.
Problemas o seguem em todos os lugares. Alguns dizem até que ele os convida.
Quando você está colado nos faróis traseiros do melhor piloto da nova NRR,
Você precisa batalhar por todo e qualquer sucesso.
Nunca foi fácil para Lorhaven.
É por isso que ele não segue as regras.
Ele é um homem com uma séria rixa contra o Pro Racing Circuit.
Nós da GearShark queremos saber o motivo.
Nós também ouvimos rumores...
De uma pro que quer virar indie.
Nós convidamos a realeza das corridas e o piloto do lado errado das pistas para sentarem-se conosco e conversar sobre a possível mudança de categoria.
Nós esperávamos que faíscas voassem quando os caminhos de Joey e Lorhaven se cruzassem.
Irão essas faíscas explodir em um completo inferno?



Esse aqui, gente, é um romance maravilhoso.
Eu acho que estou me tornando um pouco pessimista em relação a romance dos últimos tempos. Porque mesmo quando eu já li outros títulos da autora e ela traz sempre enredos bem ricos, eu acabo achando que vai ser mais do mesmo. Mas... #Swag me surpreendeu. O que eu esperava? Eu esperava um romance com conteúdo suficiente para não deixar o sexo e a adrenalina que eu imagina ter aos montes, exagerado ou fora de contexto. E o que eu li foi exatamente o contrário. A Cambria Hebert aproveitou os momentos juntos desse casal bombástico para introduzir uma química sensacional, mas também, para frisar a batalha pessoal de cada um. O preconceito de gênero e de sexualidade. Na minha opinião esse é o ponto principal do livro. É o que dá força e substância aos personagens, o que alimenta os pontos sensíveis e a força de cada um. A força que os impulsiona um para o outro e que também faça com que o receio de dividir um fardo de anos com outra pessoa, os afaste.

A Joey (apelidos derivados do primeiro nome são exclusividade do mozão, então pra nós é Joey mesmo) é uma personagem incrível. Uma mulher forte, decidida, que não nega suas origens de fortuna, mas que usa apenas do seu talento e do seu amor pela velocidade para obter respeito. Ao decorrer do livro, quando a temática amorosa se torna mais forte, a autora não falhou em mudar a personalidade dela totalmente. Ela só revela um lado mais vulnerável que a Josie se recusava a dar ouvidos, em busca de se proteger dos seus agressores.
Ela é vem de um lar amoroso, da companhia de amigos que a amam e apoiam e ao mesmo tempo, de um ambiente de opressão, humilhação e violência tão denso, que é impossível não se apaixonar e emocionar em como a personagem não se deixa endurecer, em como ela está disposta a dividir o peso do fardo de todos que ama e como evolui de alguém que oculta a violência que sofre para desviam da pena dos outros, para uma mulher que denuncia seus agressores e se põe firme e forte do lado de todos que sofrem qualquer tipo de preconceito. URRRGH eu AMEI essa mulher.

“Doce e sensível nunca seria o meu tipo. Eu era velha demais para isso. Independente demais. Eu queria força. Eu queria capacidade. Eu ansiava um homem que seria confiante e resistente o suficiente para lidar comigo, mesmo no meu pior.”

O Lorhaven (para nós Lorhaven, porque ele só deu a intimidade de ser chamado pelo primeiro nome para a Joey) é aquele personagem que você lê flashes em livros anteriores da série e já pensa “nossa, que trouxa”. E conhece-lo foi tipo desembrulhar um presente que eu queria muito (risos). Como a Joey, ele também possui um passado bem pesado. Vindo de uma família também rica, mas completamente disfuncional, ele contava com seu pai para livra-lo das encrencas que causava na conquista pelo respeito nas ruas. Até que uma decisão infeliz deste, fez com que ele se afastasse permanentemente de sua família, confiando seu lado pessoal apenas a seu meio irmão mais novo, Arrow. Sua vida se resumia a cuidar do irmão e batalhar dia após dia por sua carreira (negando sempre uma visão mais ensolarada da vida). Até reencontrar Joey em uma matéria da revista GearShark e as suas ideias ficarem um pouco bagunçadas.

Uma das questões especiais do Lorhaven (evitando spoiler) e que é uma coisa super básica é: o cara não entra naquela espiral sem fim de “O meu passado é sombrio. Eu amo essa mulher, mas ela merece coisa melhor”. Ele É um bad boy. Ele veste a camisa do cara mau (moderado) e ele não desiste da garota. PUUF! Tão simples, né? Poupa páginas que podem ser preenchidas com as cenas quentíssimas e muito bem detalhadas da Cambria e para a ligação pessoal do casal ser construída. Foi muito empolgante, não diminuiu a minha fome durante a leitura e construiu um gênero de personagem masculino bem raro.

Para mim, conquistar uma mulher é um jeito glamouroso de mantê-la. Eu não queria manter ninguém. Eu queria ser escolhido. Dia após dia. Noite após noite. Isso é amor verdadeiro, ter a liberdade para escolher e para ela me escolher todos os dias.”

O final do livro foi revelando muitos outros presentes. Joey e Lorhaven continuaram as mesmas pessoas. Um casal sexy pra cacete, cheio de ternura e que proporciona momentos de suadouro contínuo e também de coração dolorido e até algumas lágrimas. (eu não tô chorando, é você que tá chorando). Eu brinquei com o lance dos apelidos e primeiros nomes, mas é um elemento muito tocante do livro e importantíssimo para separar quem realmente merecia os conhecer de verdade.

A Joey não relaxou com a segurança do amor entre eles. Não deixou que ele defendesse sua integridade a cada assédio que ela pudesse sofrer só porque estavam juntos. Ele não negou o seu passado, não conheceu o milagre e confiar e amar a todos instantaneamente ou esqueceu sua personalidade super protetora. Conclusão, esse não é um livro de escravos do amor. É sobre seres individuais que conhecem mais sobre si e não tem medo de compartilhar com quem amam suas vulnerabilidades. É um estímulo, uma dose de coragem e um ombro amigo para buscar enquanto cada um enfrenta os seus demônios. E é claro, o combustível que incendia com sensualidade esse livrão da porra. Tocante, quente, uma beleza de leitura.

Quem um romance que não vai se perder no registrão de clichês na sua cabeça? Esse livro é pra você. Ou que fale verdadeiramente sobre preconceitos e como eles ferem e como eles moldam as pessoas? E também sobre como o amor agrega ao indivíduo e não o anula? Clica no link AQUI, migo (a) e já se prepare para muita velocidade, muito conteúdo e muito amor. Eu achei classe A mesmo.

“Não era algo ruim sentir saudades de alguém. A não ser, é claro, que essa pessoa não fizesse, realmente, parte da sua vida. Então machucava. Doía.
Me fazia sentir como, se de algum jeito, eu estivesse perdendo um pedaço de mim.
Um pedaço grande... um pedaço que eu poderia nunca mais ter de volta.”


A série GearShark conta, atualmente, com 5 livros e todos são capas da revista fictícia GearShark. Os dois primeiros (que eu juro que vou fazer resenha) #Junkie e #Rev não podem ser lidos como livro único. #Swag eu imagino que possa sem lido separadamente sim. E os dois últimos, #Blur e #FinishLine, também é bom ler juntinho (eu indico que você leia a série toda porque é XOU!). Os dois primeiros e dois últimos trazem romance M/M (male/male, homem com homem, miga). Então se não for o seu tipo de leitura, melhor nem ler).

Eu estou em lágrimas, porque a faculdade ainda não me deixou finalizar #Blur (que tem como protagonista o Arrow, irmão do Lorhaven e o Jay, empresário da Joey). Mas assim que eu puder, vou rasgar mais ceda pra Cambria Hebert aqui, porque eu amo essa mulher.

Beijo, pessoal!

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