Lançamentos Internacionais 2018: Janeiro
Resenha: Simplesmente Ana, Marina Carvalho
Resenha: Swag, Cambria Hebert




18 de janeiro de 2018

Resenha: Simplesmente Ana, Marina Carvalho

Simplesmente Ana (Simplesmente Ana #1)
Autora: Marina Carvalho
Gênero: Romance, Young Adult
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Link para compra: Amazon - Submarino
Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha…

Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.
Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.
A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.
Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.



Em Simplesmente Ana, Ana Carina, uma jovem estudante de direito de Minas Gerais, conta, em primeira pessoa, a transição de uma vida comum no Brasil, para outra, essa de conto de fadas, após descobrir que o pai que nunca conheceu até os seus vinte anos, é simplesmente rei de um pequeno país no leste europeu. Com essa descoberta, não só a paternidade misteriosa muda, mas também, o cenário do quente Brasil, para a fria e florida Krósvia, os amigos de faculdade e família coruja, para um pai super importante e queridos súditos. E de um romance deixado em stand-by logo no começo, para um amor que surpreende por sua intensidade e também por seus inúmeros empecilhos.

Olha, eu não gosto de suspense, então vou botar as cartas na mesa.
Eu ADOREI ler Simplesmente Ana. No início eu esperava um romance clichê de realeza, do tipo O Diário da Princesa, então eu comecei a leitura esperando algo que eu já conhecia, mas com fé na originalidade de uma autora nacional como a Marina Carvalho. E cara, eu encontrei muitos exemplos dessa originalidade. Uma leitura que eu esperava ser despretensiosa, logo nas primeiras páginas apresentou uma mescla de elementos modernos e tradicionais, como um encontro proporcionado por uma busca no Facebook, em conjunto com a imagem de uma família real. A partir daí eu fui ficando mais empolgada com a leitura.  

De todas as coisas legais que a autora criou, uma das que eu mais gostei foi que a Krósvia foi revelada para mim através do olhar da Ana e revelada para ela, através do olhar e das histórias contadas por Alex. Ele não monopoliza todas as experiências dela, mas achei bem interessante como a imagem desse novo país para a personagem principal é construída a partir da sua própria impressão, mas também da impressão de um morador, que não só tem uma memória afetiva do lugar, mas também acaba deixando uma nova lembrança amorosa nesses locais, justamente por estar com alguém a quem está se apaixonando. Não sei se fui só eu que senti isso, mas a cada ponto do país que o Alex apresentava para a Ana, eu sentia a estória com maior intensidade, e isso tornou a minha experiência de leitura fabulosa e essa história de amor muito mais emocionante.

"Senti dedos longos e ásperos procurando os meus. Eu não esperava que Alexander fosse se aninhar a meu lado, nem que tivesse intenção de segurar minha mão. Levei o maior susto, embora soubesse que era um gesto inocente, tranquilizador, sem segundas intenções.
Deixei que ele fosse meu apoio e não senti vergonha ao me recostar nele, minha cabeça descansando confortavelmente em seu peito. Alex reagiu fazendo carinho em meus cabelos com a outra mão.
Suspirei, mais relaxada do que deveria, vamos combinar.
--Eu ainda não disse que você está linda. – elogiou ele, devagar. Sua voz saiu distorcida devido à nossa posição.”

Eu também adorei a maneira como a Ana passa de um oposto a outro em poucos dias da sua vida, mas não para extremos opostos de sua personalidade. Aliás, manter-se firme em quem é, é o que acaba proporcionando muitos dos momentos engraçados do livro. Com sua personalidade simples e irredutível, Ana amolece e ganha muitos corações em seu novo país. O que eu senti falta foi uma participação maior do Andrej (pai da Ana e rei) no livro. Ele é um personagem muito doce, dos que eu amei logo de primeira e queria um pouco mais sobre ele (talvez com a mãe da Ana?).

Ana e Alex começam o livro em pé de guerra, filha perdida do rei e filho postiço do rei, os dois se estranham logo de primeira, agarrando-se a pré-conceitos, mas obrigações do destino tornam os momentos juntos em muito mais do que obrigação. Imagine uma garota brasileira de gênio forte e um badboy krósviano batendo de frente. Agora imagine um forte companheirismo evoluindo para um amor irrefreável? Pois é. Apesar do Alex ser meio badboy, não rolou todo aquele drama de testosterona e isso foi um bálsamo para os meus nervos. Temos uma porção de empecilhos que trazem muita dor, muitos mal-entendidos, mas que só trazem mais amadurecimento para os dois.

Durante a leitura eu imaginei que por ser um livro de princesa, o romance seria mais para o cor-de-rosa, só que a Marina soube, sem se aprofundar nas cenas de sexo, tornar cada encontro do casal principal em uma explosão de intensidade, daquelas de rezar para eles se beijarem e acabarem logo com toda aquela tensão sexual. E o momento em que eles finalmente rendem-se a paixão é muito lindo e muito significativo dentro da estória. Eu amei!

Não posso terminar essa resenha sem comentar sobre o quão incrível foi só ter lido Simplesmente Ana agora, em 2018. Foi tão emocionante e nostálgico ler a Ana conversando por MSN e por e-mail (sei que em 50 tons a Ana também conversa por e-mail, MAS É DIFERENTE). Sério, várias vibes anos 2000. Eu também gostei muito de cruzar com referências brasileiras e não só nas saudades da Ana, mas no jeito como ela consegue inserir pão de queijo, feijoada, Jota Quest, Fantástico no dia-a-dia do Palácio de Sorvinski (onde o rei e a Ana moram). Essa menina é tinhosa!

"De uma hora para outra, eu me vi diante do meu pai, e um pai que não era qualquer um, não. Simplesmente o rei de uma nação européia, um cara poderoso, influente e... perfeito."

Ler Simplesmente Ana foi bárbaro! Um livro simples, mas cheio de elementos gostosos que tornam a leitura fluida e cativante, que muda (ao menos para mim), o jeito de pensar sobre os livros de princesas, com uma personagem principal forte, mas doce, um príncipe convencido (e lindo), mas que ama com todo o coração. Com surpresas e referências a nossa cultura, trilha sonora de primeira, um romance embalado por muita intriga, mas firme como as cabeça duras de Ana e Alex, tudo isso embalado em um cenário novo e belíssimo e histórias lindas, dentro de um livro já lindo.

Simplesmente Ana é uma trilogia da Marina Carvalho que ainda conta com “De Repente, Ana”, e “Elena, A Filha da Princesa”. Está mais do que indicado por aqui e espero estar com a continuação em mãos em breve, pra fazer mais uma resenha cheia de emoção para vocês.

Você pode conhecer mais sobre a Marina Carvalho clicando AQUI e adicionar Simplesmente Ana nos seus desejados do Skoob e do Goodreads!
Conhece mais alguma estória de princesas que te apaixonou? Comente aqui embaixo, que eu também quero conhecer!


Beijão e até a próxima!

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