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5 de março de 2015

Boca A Boca #1: Réplica: Obrigada por odiar Cinquenta Tons de Cinza


Oi, gente!

O post "Obrigada por odiar Cinquenta Tons de Cinza" rendeu. E muito. Não só bate papo mas conhecimento e um ponto de vista que eu ainda não conhecia sobre a trilogia da E.L. James. Aquele post foi criado para ser ácido, não me desculparei por ele, porque a minha opinião é única e exclusiva minha, todavia, se você, como eu, antes enxergava a opinião das feministas sobre Cinquenta Tons, exagerada, assim como elas ouvem os nossos gritinhos de empolgação com o lançamento da adaptação cinematográfica, acho certo ouvirmos seu lado também. E posso dizer, vale muito a pena.

R = RomanticLit e N = Naara

R: A minha primeira pergunta é baseada em algumas mulheres famosas que são exaltadas por defender a liberdade sexual da mulher. Como você deve ter lido no post, eu citei as feministas que oprimiam as leitoras de Cinquenta Tons de Cinza e a própria protagonista do livro, por seguir os seus desejos. Porque essas mulheres de nome são tão exaltadas por lutar pela liberdade sexual da mulher, quando algumas parecem condenar?

N: Bom, primeiramente acho que algumas coisas estão confusas. Não

há condenação quanto a liberdade sexual das mulheres. As mulheres podem e devem ser sexualmente livres. O feminismo não se põe contra o BDSM, se põe contra o abuso e a violência contra a mulher que não existem no BDSM, que é principalmente pautado pelo respeito e pelo consentimento. O que acontece basicamente no livro é uma total distorção. E.L. James romantiza a relação abusiva de Gray e Ana. Ana não tem qualquer liberdade e renuncia a toda ela em nome do amor, e pra piorar tudo no fim Gray desiste do BDSM por amor a ela. Como se o BDSM é que fosse o problema na relação deles. Se você for ler outros romances que tratam do universo BDSM você vai ver a diferença piscando.
Ana é completamente engolida ao longo da história e luta pra respirar diante de um homem que a persegue e lhe vende a ideia de que tudo que faz, para o bem e para o mal é por amor. Gray não ama

Ana, o que eles tem é uma relação de poder onde ele mostra que faz tudo o que faz porque ele pode, é homem e rico e dono de sua vida.

R: Mas ela teve a chance de cair fora quando quisesse. Cabia a ela discernir o que ela sentia, se ela queria continuar com ele ou não. E ela o fez. Algumas feministas parecem não querer transformar as mulheres em seres fortes, mas sim, aceitar a fraqueza. Porque não exaltar a parte em que a Ana desiste do Grey? Isso é uma mulher tomando as rédeas da sua vida, fazendo o que é melhor para si mesmo o amando.
N: Exatamente esse pensamento é que leva muitas mulheres vítimas de abuso e violência doméstica a não denunciarem, o julgamento das pessoas diante da sua conduta passiva. Ana fica porque da parte dela realmente há amor, não pela violência praticada por ele, ela se agarra no que vive de bom e sente que se amá-lo com mais afinco vai poder mudá-lo. Isso é o que pensam muitas mulheres, é como somos ensinadas a pensar. Se seu homem te deixa a culpa é inteiramente sua, se você sai a culpa é sua, se ele te bate, você fez alguma coisa, pediu pra apanhar. Isso é o que ensinam às mulheres ainda hoje.


R: Bem, na postagem eu nunca disse nada disso que você citou acima. Me expressei apenas em relação ao livro...

N: Eu sei, que o livro gira em torno de tudo isso. Não é só um livro entende? Isso é que as pessoas tem que tomar consciência. Quando
uma menina de 16 anos educada na lógica machista lê esse livro, ela passa a desejar ardentemente um Gray em sua vida.


R: É tipo espalhar um ideal de abuso por baixo de uma película de romance?


N: Exatamente, e de forma leviana, sem nenhuma preocupação. O livro poderia ser assim mas deveria ter um esclarecimento.


R: Como mostrar essas mulheres a discernir o que foram ensinadas e o que elas realmente desejam, então?

N: Bom, não é realmente uma dica, mas uma reflexão. Acho que para os casos de machismo você deve refletir como essa conduta é socialmente vista quando praticada por um homem, se é incentivada, socialmente aceita ou rejeitada. Mas o mais importante é saber se você se sente bem e feliz, pois temos que lembrar que além do machismo há muitos outros problemas entre o indivíduo e o julgamento social.



 A Naara Celestino indicou alguns livros que trazem a temática BDSM como um fetiche e não como um aparente abuso.


Trilogia Luxúria, de Eve Berlin


Sinopse (Luxúria #1): Luxúria - Quando achava que era hora de parar... Ela então pediu por mais... Quando Dylan Ivory, escritora de romances eróticos, recebe o contato de Alec Walker, nem imagina o quanto esse homem pode mexer com seus pensamentos. Conhecido por ser um famoso dominador em relações sadistas e sadomasoquistas, Alec tenta convencer Dylan de que a melhor forma de se aprofundar no assunto - e então escrever um livro o mais próximo possível da realidade - é viver uma experiência como submissa e sentir na pele a sensação desse tipo de relação. Para Dylan, essa proposta será difícil de ser aceita - uma vez que ela é fanática por ter o controle de tudo em sua vida. Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal se vê em uma situação tentadora enquanto evitam entregarem-se ao sentimento que nasce entre eles.






Tied With Me, Kristen Proby (With Me In Seattle #6)


Sinopse: A loja de cupcake de Nic Dalton está prosperando. Ela serve tanto estrelas do rock como moradores locais, e ela está contente de ver o seu negócio crescer. Mas uma noite de aventura com sua melhor amiga, Bailey, vira sua vida de cabeça para baixo. Ela encontra um lindo estranho, que faz com que a pele dela estremeça e seu coração disparar. Sua primeira noite juntos foi explosiva e inesperada. Mas quando ele tem que sair de repente, sem pegar o seu número de telefone, Nic se resigna em nunca mais vê-lo novamente.

... O que será necessário para confiar e se submeter a cada um dos desejos dele ?
Matt Montgomery é um dos melhores homens de Seattle. Ele trabalha duro, ama e protege sua família ferozmente, e é extremamente leal.
E ele tem uma propensão por cordas.
Matt gosta da maneira como uma mulher fica amarrada em suas cordas, e não se desculpa por suas preferências. Quando ele conhece Nic em um festival de fetiche, a pequena e bonita mulher chama sua atenção, o atraindo à ela. Uma noite demonstra que ela é  tudo o que ele já quis em uma parceira, mas ele é interrompido por causa de uma emergência familiar. E mesmo antes de vê-la novamente, semanas depois, ele sabe que nunca vai tirá-la do seu sistema.
E ele vai fazer o que for preciso para fazê-la sua.


Série Amos e Masmorras, Lena Valenti



Sinopse (Livro 1): Amos e Masmorras - Cleo Connelly sempre quis ser como sua irmã Leslie. Por isso, quando decidiu trabalhar para a lei, Cleo a seguiu e se esforçou sempre para chegar ao seu nível. Mas só Leslie foi aceita no FBI, enquanto Cleo teve que se conformar em patrulhar sua cidade natal: Nova Orleans. Agora, Leslie desapareceu. O subdiretor do departamento do FBI visitou Cleo para pedir que os ajude e colabore em sua missão resgate, já que necessitam de um perfil parecido ao de sua irmã. A jovem policial, levada pelo medo e desespero, aceitará fazê-lo antes de entender em que tipo de missão estava Leslie envolvida: Um jogo chamado Dragões e masmorras DS? Drogas sintéticas afordisíacas? BDSM? Rede de tráfico de pessoas? BDSM?!!


Se antes explicassem que teriam que instrui-la para fazê-la passar por submissa, talvez a resposta fosse outra… Submissa? Ela?! Mas se sua resistência à dor era nula e até as manicures a machucavam! Como se passaria por…? Maldição. É óbvio que sim. Por sua irmã faria qualquer coisa. Um momento… O inspetor disse que seu “amo” seria Lion? Lion Romano??!! Vamos voltar atrás! O atrativo e arisco Lion Romano está devastado pela morte de seu melhor amigo Clint, encontrado morto enquanto trabalhava disfarçado na missão de tráfico de mulheres em que se achava envolvido junto com Leslie Connelly, uma das melhores agentes do FBI, cujo paradeiro se achava desconhecido. Lion fará o possível para recuperar Leslie, e se para isso precisar se infiltrar no jogo de BDSM com sua sexy, impetuosa e descarada irmã Cleo, o sacrifício valerá a pena. O que ninguém sabia era que submeter e instruir Cleo na arte da dominação e da submissão era algo que desejava fazer desde que a jovem completou sua maioridade. Ambos se engajarão numa aventura cheia de perigo e sensualidade, inclemência e crueldade, em que os chicotes e castigos marcam a realidade e o dia a dia. Uma policial com vocação de agente especial que não se acha submissa está a ponto de conhecer o amo que está destinado a submetê-la. Conseguirão salvar Leslie antes que se matem entre eles? O trabalho pode se misturar com o prazer?

Os jogos terão início: os dragões saem de suas masmorras. Esta história se divide em duas partes. A Domesticação de Cleo pelas mãos de Lion, que se localiza na grande e escura Nova Orleans e em que descobrem um ao outro em seus papéis, e depois, o intenso e apaixonante torneio de dominação e submissão de Dragões e Masmorras DS.
Não há margem para o aborrecimento. Nunca leu nada igual. Preparados? Prontos? JÁ!





O RomanticLit simplesmente amou a maneira paciente e não agressiva como a Naara aceitou minhas perguntas e por isso ela agora fará parte do blog, tanto aqui no Boca A Boca, quanto em qualquer outro post que precise de um olhar mais apurado. Bem vinda, Naara e muito obrigada por nos atender com tanto carinho!


E você, tem alguma pergunta a fazer para a Naara? Concorda ou discorda com o seu ponto de vista? Comente!


Beijos!
Aline, Uma Leitora

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