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8 de maio de 2015

Papos de Sexta: Mais romances eróticos, menos preconceito


Oi gente!
Hoje o Papos de sexta está mais para um "desabafos de sexta". Pensei em criar esse post há algum tempo mas não sabia onde encaixá-lo. Finalmente eu tenho essa oportunidade de conversar com vocês sobre situações que algumas de nós vivemos na pele ou que rola aquela vergonha/desconforto alheio. Vamos falar sobre ler eróticos. Em público.

Não vou mentir, gente. No início no blog, quando eu estudava e precisava pegar ônibus e metrô, o tempo que me sobrava era para ler e acontecia dessas horinhas diária serem no transporte público. Eu era nova (uns 16 anos) e já lia sim alguns títulos eróticos, se bem me lembro era o ápice desse gênero. Acontece que naquele tempo para eu sacar um livro da Irmandade, com bofe sem camisa na capa e selo de "um dos eróticos mais vendidos no mundo" em destaque era um pouco constrangedor. Eu culpava a minha idade, minha cara de criança, até porque, aquela não era uma leitura recomendada para -18, mas WHO CARES? Não sei se era coisa da minha cabeça, mas sentia que as pessoas espiavam as páginas ou a imagem na capa e já me olhavam de um jeito crítico repugnante.

Só que agora, com 19 anos, livre, leve e solta para ler desde romances NA de universidade até menàges paranormais, eu ainda me sinto assim. E isso precisa parar.

Atualmente eu cruzei com infográfico na minha timeline onde dizia a quantidade de mulheres que se constrangiam em ler romances em público e era coisa de 30%, com relatos de que já foram julgadas por homens e mulheres por lerem sobre relacionamentos afetivos e sexuais. Os dados eram gringos, mas tenho certeza que no Brasil, por ser um país erguido sobre tabus e também um país bastante religioso, muitas leitoras e leitores devem passar por esse tipo de situação, explicitamente ou não.

E aí resta o "X" da questão: porque incomoda tanto aos  outros e como ler um hot em qualquer lugar sem se julgada? 
Depois de muitas xícaras de café e horas de reflexão cheguei as seguintes respostas: dane-se e seja feliz. Claro, porque o que importa é o que a leitura está trazendo para mim e para você, leitor. O nosso amor por cada relacionamento, cada barreira vencida para tão esperada paixão e a consequência da atração, que é o sexo, NA VIDA REAL E NA FICÇÃO. Eu sinto um pouco de dó, quase escorre uma lágrima dessas pessoas que preferem tratar os seus desejos como um tabu para si mesma. O intuito do RomanticLit é espalhar o amor, não só pela leitura, mas em casal (ou trio alok) como acontece nos romances. Hétero, homossexual, entre humanos, vampiros ou banshees. É tão gostoso gostar com fervor de alguma coisa, então porque não divulgar na rua, no ônibus, na praia, no mato... O importante é eles se beijarem logo e o cowboy mostrar para a patricinha as vantagens de uma vida no campo. É o que eu busco, o que me agrada e que os quadrados desçam na próxima estação. 


Agora vou falar rapidinho sobre outra situação tão ungida, que não dá para terminar esse post sem comentar: cada vez mais os homens estão lendo romances. E mostrando 0 sinais de intimidação.
Em uma pesquisa também americana (porque não encontrei nenhum dado nacional relevante) aponta que no último ano o índice de homens que leem romances aumentou 18%. Isso, considerando que em questão de estímulo os homens são muito mais visuais do que as mulheres sugere que eles estão em busca realmente de algo além da vertente sexual. 
Cruzei com um cidadão no ponto de ônibus com seus livros da faculdade e Cinquenta Tons de Cinza na mão, normalmente porque LER ROMANCE ERÓTICOS É NORMAL. Seja você quem for (claro, que não seja tão cachorreira. Aguarde a maioridade, pessoal). 


Agora alguns dados interessantes sobre romances ao redor do mundo:

  O gênero erótico é o lido com mais rapidez no mundo
  O subgênero do romance mais lido no mundo é o romance histórico
  Existem mais de 30 milhões de leitores regulares de romances no mundo
  O romance histórico chinês Sonho da Câmara Vermelha, que traz a história de um triângulo amoroso está entre os livros mais vendidos da história
  Crepúsculo e Lolita são alguns dos romances que estão na lista de livros banidos em alguns países 
  Acredita-se que Genji Monogatari, com autoria atribuída a Murasaki Shikibu foi o primeiro romance escrito do mundo, datado do início do século XI. E QUE VENHAM MUITOS MAIS!

E aí? Você já se sentiu incomodado ou já sofreu algum preconceito mais aberto enquanto lia um romance erótico em público? Responda a enquete abaixo, dependendo do resultado, em breve vocês terão novidades sobre esse tema aqui no blog!


Você já se sentiu incomodado ou oprimido ao ler um romance erótico em público?
Sim, mas continuei lendo
Sim e fechei o livro (parei de ler)
Não

Beijos!
Aline, Uma Leitora

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