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18 de março de 2015

Resenha: O Rei, J.R. Ward


O Rei (Irmandade da Adaga Negra #13)
Autora: J.R. Ward
Gênero: Romance paranormal
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 624
Sinopse: Vida longa ao Rei…
Após virar as costas para o trono por séculos, Wrath, filho de Wrath, assumiu finalmente o lugar de seu pai — com a ajuda de sua amada esposa. Mas a coroa pesa em sua cabeça. E a medida que a guerra com a Sociedade  Redutora esquenta, e a ameaça do Bando de Bastardos se concretiza, ele é forçado a fazer escolhas que colocam tudo e todos em risco.
Beth Randall achou que sabia no que estava se metendo quando se casou o último vampiro puro de sangue do planeta: não  uma jornada fácil. Mas quando ela decide que quer um filho, ela não está preparada para a resposta de Wrath – ou a distancia que se cria entre eles.
A questão é: o amor verdadeiro vencerá… ou um legado torturado tomará conta?

Em O Rei, Wrath já não consegue mais suportar suas responsabilidades como rei da raça dos vampiros. Papeladas e mais papeladas tomavam todo o seu tempo e sua cabeça, empurrando para escanteio sua proximidade com sua shellan, Beth, o relacionamento com seus irmãos e seus limites. O campo de batalha era onde queria estar, mas circunstâncias que vão além do trono o impedem de voltar a exterminar a raça de inimigos, os Redutores, junto com a Irmandade. Toda essa distância da sua vida não o deixa notar as mudanças em sua esposa, sua sensibilidade com Nalla - filha de Zsadist e única criança a viver na mansão -, muito menos o tempo longo que gasta na companhia de Layla, a escolhida grávida de Qhuinn e nem as perguntas sobre o quão forte era o amor dos dois. Não até Beth revelar o que planejava e a distância entre os dois diminuir em uma velocidade tão rápida, chocando suas opiniões uma contra a outra e formando uma grande confusão. Wrath não quer condenar uma criança a uma eternidade de obrigações não-prazerosas, confiná-la a um trono e uma pilha de papéis, torná-la alvo de conspirações. Se essa criança fosse sua ainda? Nem pensar.
Já Beth tenta sobreviver a uma necessidade primal de ser mãe. Seu corpo pede, sua mente clama e sua coração mal pode esperar um filho do homem que amará eternamente em seus braços.

Ele socou a mesa tão fortemente que o telefone se desconectou. “Você quer entrar em seu período fértil!!”
“Sim” Ela gritou também. “Eu quero! Isso por acaso é um maldito crime?” 
Wrath expirou, sentindo-se como se tivesse sido atropelado por um carro. Novamente.
Respirando profundamente mais algumas vezes, ele sabia que tinha que escolher as próximas palavras com muito cuidado- apesar de que sua glândula adrenal estava altamente ativa….
 “Eu preciso que você escute isso”, ele disse com um voz mórbida, ” e saiba que é a mais pura honestidade. Eu não irei te servir durante seu período fértil. Nunca”

Como é bom ter o Wrath de volta! Primeiro da série, rei, ultra versátil... depois de tantos personagens que mudam a direção da série é bom voltar as raízes com a esperança de um novo personagem surgir daí. Mas... tem muito pé na porta, soco na cara antes disso acontecer. 
A J.R. Ward, como sempre, trabalhou duro em cima do "querer e não poder". Todos os seus personagens já passaram por um conflito pesado e ver o desespero de Wrath, mais uma vez enfrentando um conflito que vai além das questões administrativas do trono, renova o paixão e a curiosidade de leitor. Pela primeira vez, sentimentos divergentes nos fazem amar e querer dar três tapas no rei dos vampiros, tudo ao mesmo tempo. Enquanto Beth sofre com a recusa do marido, questionando o peso de seus motivos para lhe negar algo tão importante e os personagens coadjuvantes guiam mais um livro da série para caminhos perigosos, abrindo caminho para mais livros (YAY!).

Enquanto uma grande conspiração se ergue contra o Rei e seus seguidores, alimentada pelo poder intimidador do Bando de Bastardos sobre a Glymera e por membros ambiciosos da mesma, a vida dos personagens coadjuvantes agem direta ou indiretamente no futuro do trono. Sola sofre consequências severas por sua vida criminosa e promete se afastar do perigo se sobreviver. Acontece que Assail é perigo de cima a baixo e quando luxúria e necessidade começam a tomar forma, chega  sua hora de cumprir com sua promessa. 

Horrorizada com o caminho que a intimidação violenta do Bando dos Bastardos está causando a toda a família real, Layla descobre um jeito de ajudar a Wrath, um jeito que a coloca definitivamente nos braços do homem que tanto deseja, 
quanto teme. 

“Como você está? ele perguntou tranquilamente. “Eu gostaria que houvesse luar hoje. Eu te veria melhor”
Mas ele consegue cheirá-la – e esse cheiro dela. Esse cheiro…
“Eu te liguei” ela sussurrou após certo tempo.
Ele sentiu suas sobrancelhas erguerem. “Era você? Quase agora?”
“Sim.”
John Matthew ainda sofre com as convulsões na presença de Beth, todavia, a situação toma níveis inexplicáveis, além dos sintomas comuns. Seu laço com a irmã e a presença do pai em si, só nos fazem mais curiosos. Será John a reencarnação do pai e guerreiro da raça, Darius?

Saxton ainda sofre com a partida de Blaylock, mas ainda mais com o desprezo de seu pai. Sua opção sexual é uma anomalia aos olhos da Glymera e um ponto final a sua geração e Sax está tranquilo quanto a isso. Todavia, a proximidade obrigatória do pai, lhe oferece informações valiosas sobre a trama valendo o trono, trama essa que, seu pai, Thym é um dos membros mais ativos.

É engraçado como a J.R. Ward trabalha bem. Em nenhum segundo todas essas influências na trama central se embaralham, deixando lacunas para trás. É um trabalho de mestre. Eu imaginei que o livro fosse ser um pouco mais dramático para o casal de rei e rainha, todavia, só temos uma visão diferente sobre o que é o amor de um casal vinculado. O olhar sobre as questões mais sombrias, o egoísmo, o medo da perda e o sacrifício. O que só torna o livro mais bonito. Esse também foi o livro das decisões. Todos os casais que que estagnaram na incerteza de ficarem juntos ou não sofrem baques reveladores, despertando uma necessidade vital um do outro ou exigindo decisões mais definitivas, como sacrifícios.
Muitas mudanças nas leis da raça acontecem, daquelas de te deixar pulando de alegria e que, é claro, abre espaço para muitas outras histórias, que eu mesma, ler
Eu continuo amando tudo o que a Warden escreve, mas esse livro especialmente me deixou ultra ansiosa. Cheio de lacunas, interrogações e gritos de pânico. Uma aventura cheia de luxúria, amor e adrenalina, como sempre. O "old but gold" da literatura paranormal!

Avaliação: ★★★★★

Beijos!
Aline, Uma Leitora

1 comentários:

  1. Ótima resenha! Eu parei no 10°. Mas eu não tenho mto interesse no 11°. O Blay e Quinn já estão mto desgastados. A historia deles já é contada a uns 5 livros.
    Mas eu queria ler o rei, tenho saudades da Beth, mas não queria ter de ler o 11°, será que daria pra pular sem afetar mto a história do 12°? Acho que tb nem vou querer ler o The Shadows. kkkkkk dificil!

    Bjos!
    http://lapiselivros.blogspot.com.br/

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