RESENHA DE DORAMA: Romance Is a Bonus Book
Resenha: Simplesmente Ana, Marina Carvalho
Resenha: Swag, Cambria Hebert




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29 de maio de 2020

[RESENHA] Audio Livro: Adbucted, Sara Fields

Ficha Técnica
Título: Abducted (Vakarran Captives #3)
Autor(a): Sarah Fields
Narrador(a): Dahlia Lynde
Gênero: Sci-fi | Reverse harem | Erótico| BDSM
Ano: 2018
Comprar: E-book | Áudiolivro
Sinopse:  They found her. They took her. Now they will claim her.
When I left Earth behind to become a Celestial Mate, I was promised a perfect match. But four Vakarrans decided they wanted me, and Vakarrans don't ask for what they want, they take it.

These fearsome, savagely sexy alien warriors don't care what some computer program thinks would be best for me. They've claimed me as their mate, and soon they will claim my body.

I planned to resist, but after I was stripped bare and shamefully punished, they teased me until at last I pleaded for the climax I'd been so cruelly denied. When I broke, I broke completely. Now they are going to do absolutely anything they please with me, and I'm going to beg for all of it.


Resenha de audiolivro e leitura de romance com "reverse harem", duas coisas as quais eu sou completamente nova.
Eu sinceramente não faço a mínima ideia de como avaliar um audiolivro, porém, darei o meu melhor para esclarecer para você quais os prós e os contras dessa diferente modalidade de "leitura" e para nos ajudar, já tem um post no ar, aqui no RommyLit falando um pouco mais sobre o que são os audiolivros, como aproveitá-los 100% e outras curiosidades.

O conjunto da obra de Abducted foi muito bom!
Tanto a estória da Sarah Fields, quanto a narração da Dahlia Lynde me enfeitiçaram a ponto de eu avaliar seriamente se eu deveria ir dormir ou ouvir mais uns 2 (ou 10) capítulos.
Como eu citei acima, apesar de achar reverse harem um subgênero muito sexy e empoderado, uma vez que quebra o esteriótipo de várias mulheres "lutando" por um único homem e traz vários homens "lutando" pela mesma mulher, eu ainda não tinha lido nada assim.

O livro é o terceiro volume da série Vakarrans Captives, mas pode ser lindo como livro único.
Narrado em primeira pessoa, com alteração de ponto de vista entre os personagens, traz como principal a história de Maya, que espera o melhor do seu futuro com um pretendente pré-definido de acordo com as características de ambos, em um novo e seguro planeta, graças a uma agência de casamentos interplanetária. Porém, a fragilidade inicial da personagem é estilhaçada quando se vê nas mãos de quatro Vakarrans, raça temida por tomar o que quer sem pedir permissão e por arruinar o planeta Terra, mas com sérios problemas de procriação.
A humana é tida por Talor, Dex, Byron e Ejan como procriadora, mas também como parceira desejada por todos eles, antes de decidirem tomá-la como sua. E a partir daí uma relação heterossexual, poliamorosa e BDSM se desenrola entre os cinco e a maioria do livro é a narração de cenas sexuais entre o grupo, Maya descobrindo muito sobre as diferentes praticas do sexo com seus parceiros, cada um com suas características e preferências únicas e eles, de início a inseminando e obtendo seu prazer sexual (óbvio) e ao decorrer do livro, ficando completamente loucos por ela.

“Meu corpo estava tão confuso. Prazer? Dor? Desejo? Eu não fazia ideia. No dia da minha partida, pensei ter encontrado meu companheiro em Príncipe Radock, mas não foi esse o caso. Em vez disso, meus companheiros predestinados me encontraram. Não um, mas quatro deles. Cada um perfeito para mim à sua maneira." 

Pois é, Abducted tem alguns pontos muito bacanas, como aliens que realmente parecem aliens e não só humanos com olhos amarelos super sexys.
Os Vakarrans tem a pele roxa, que muda de tom de acordo com seu humor, chifres e olhos cor de cobre. Nem são TÃO diferenciados assim, em comparação com os aliens de outras series como "Ice Planet Barbarians", da autora Ruby Dixon, mas já fogem da caixinha "diferentes porém não tanto" de algumas autoras de romance sci-fi.

Maya aproveita o prazer que é oferecido a ela, livrando-se das amarras de inocência que a agência de casamentos a obrigava a ter e se refestelando entre seus parceiros, tirando deles o que ela queria, enquanto eles aproveitavam o que queriam dela. Fantástico, porém, o elemento BDSM me causou certo desconforto. Primeiro porque a Maya era virgem e caiu justo com um bando de aliens dominadores. Não deu pra perceber se ela realmente curtia, anteriormente, a ideia da passividade e submissão ou se foi algo imposto a ela. E segundo, a autora deu características rebeldes e feministas a personagem, porém, ficou conflituoso ver isso interagindo com homens dominantes.
Falando da paixão avassaladora desse grupo, as cenas entre eles são quentes a ponto de pausar o áudio e ir tomar um puro! Apesar de dominantes, os Vakarrans não cometem nenhum tipo de violência sexual e são devotados e apaixonantes, cada um de sua forma. Temos o obscuro, o gentil, o indiferente e o divertido, o que da pano para N aventuras sexuais.

“Eu não pensei em confiar neles nem uma vez, quando eu deveria ao menos ter os dado uma chance. Eles não me mostraram crueldade, me ouviram quando precisei e me deram seu amor sem pensar duas vezes. Os quatro me deram algo diferente, e naquele momento, eu estava agradecida por não precisar escolher entre eles, porque eu queria a todos."

A narrativa da Dahlia Lynde foi brilhante do começo ao fim. Ela tem uma voz linda e aveludada e trabalhou dois tons de voz diferentes de acordo com o ponto de vista de cada capítulo, uma para Maya e outra para os aliens. As cenas de sexo são incrível e sua interpretação é espetacular. Foi bapho ouvir o trabalho que a Dahlia teve para narrar 5 personagens muito presentes na estória em momentos de seriedade e também nos mais sensuais. Está de parabéns!

Um segundo ponto que não foi de todo ruim, mas que poderia ter sido bem melhor foi o conflito do livro, que começou muito interessante e cheio de possibilidades de desfecho, mas terminou de maneira rápida e fácil, como se o vilão (sim, também temos) não tivesse bolado seus plano direito e já pulando em tempo recorde para o "felizes para sempre".

Então, ao meu ver, Abducted é um romance sci-fi que não teve muita estrutura. Deixou de lado as inúmeras possibilidades que o espaço oferece e ficou no basicão. Mas para o leitor que busca uma leitura | áudio sexy e despretensiosa, vale MUITO a pena conferir Abducted e a série "Vakarran Captives" como um todo.

Q: Comente aqui embaixo se você já ouviu algum áudio livro e se sim, qual o seu favorito!

#FICA EM CASA e até a próxima!

20 de maio de 2020

Resenha: Beijo de Sangue (Legado da Adaga Negra #1), J.R. Ward

Ficha Técnica
Título: Beijo de Sangue (Legado da Adaga Negra #1)
Autor: J.R. Ward
Gênero: Romance paranormal | vampiros | erótico
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2016
Sinopse:  Paradise, filha do Primeiro Conselheiro do Rei, está pronta para se libertar da vida restritiva imposta às fêmeas da aristocracia. Sua estratégia? Entrar no programa do Centro de Treinamento da Irmandade da Adaga Negra para aprender a lutar por si mesma, a pensar por si mesma… ser ela mesma. É um bom plano, até tudo dar errado. As aulas são inimaginavelmente difíceis, seus colegas de sala são mais inimigos que aliados e está bem claro que o Irmão encarregado, Butch O’Neal, também conhecido como Dhestroyer, está atravessando sérios problemas em sua vida particular.

E tudo isso antes mesmo de ela se apaixonar por um colega de turma. Craeg, um cidadão comum, que não se parece em nada com o que o seu pai desejaria para ela, mas que é tudo o que ela poderia pedir em um macho. Quando um ato de violência ameaça pôr fim ao programa, e a atração erótica entre eles fica cada vez mais irresistível, Paradise é testada de maneiras que ela sequer poderia ter imaginado, o que a faz ponderar se é forte o bastante para reivindicar seu próprio poder… dentro do campo de batalha e fora dele.


Não sei dizer exatamente o porquê, mas a estória de Paradise e Craeg não funcionou muito bem para mim. Primeiros livros de séries são sempre complicados.
Creio que me apaixonei pela Irmandade da Adaga Negra porque o primeiro livro da série, do Wrath e da Beth é fenomenal, mas não senti aquela potência em Beijo de Sangue.

A Paradise foi uma personagem que me lembrou um pouco o escopo das Escolhidas da raça. Uma fêmea com direito e deveres impostos a ela por seu status social e sua linhagem de sangue, porém, com a faísca do "quero mais do que isso" acesa em seu coração. O processo seletivo para novos lutadores para a Irmandade significava ofício, autonomia, individualidade e uma quebra sem volta com as regras da Glymera.

Já Craeg começou com uma incógnita e se revelou vítima de um grande drama e em busca de vingança. Mas pouco de sua busca pessoal foi desenvolvido no livro, que se voltou mais para a distração que um se tornou para o outro durante o treinamento da Irmandade, distração essa que ambos não podiam sucumbir por motivos pessoais. O conflito que a paixão flamejante  e os segredos entre os dois levantou foi plausível, mas não pareceu ser suficiente para colocar a paixão deles em risco ou inserir algum tipo de ação entre o casal.

"- Beije-me, então - ela disse.
Nos recessos de sua mente, Craeg ouviu o som de dois caminhões se chocando de frente.
Cacete. Não havia volta.
Praguejando, fechou os olhos. Cambaleou. Percebeu que aquilo estava mesmo para acontecer." - pg 237

E por paixão eu digo conexão amorosa entre o casal, porque COMO SEMPRE a Warden incendiou os nossos exemplares com um fogo baixo que estava me deixando aflita! Craeg se saiu muito bem obrigado em questões de sensualidade bruta e Paradise matou bastante a curiosidade sobre tópicos condenados pelos Aristocratas ;D
Apesar dos ferormônios correrem soltos entre eles, a sensação que ficou após o término da leitura é que Beijo de Sangue deu espaço demais para os conflitos dos casais da Irmandade e acabou deixando o "legado" com pouco espaço e dedicação.

Falando em estórias secundárias, Beijo de Sangue trouxe grandes tremores para o casamento de Butch e Marissa, desenterrando feridas e traumas do passado de ambos.
É AB-SUR-DO como a Warden consegue enriquecer ainda mais a estória dos personagens da IAN. De verdade, sempre que eu penso que não existe mais nada para florescer entre os preciosos casais aparece uma ferida, intriga, perigo que coloca fogo em tudo mais uma vez e rende muitas mini paradas cardíacas em mim.
Um mistério brutal mas também pra lá de sexy envolve Butch e Marissa numa perigosa aventura e revela um lado bem sensual do casal, que eu já achava babado pela paixão|devoção de Butch por sua esposa e pelas auto-descobertas de Marissa, após seus afastamento da Glymera.  Eu quero muito mais desse casal envolvido em perigos e jogos sensuais!

" Existiam muitas, inúmeras outras jornadas a tomar para níveis mais profundos de aceitação e compreensão.
Era lá que se encontrava a felicidade. E o "para sempre" era o esforço que você estava sempre disposto a empenhar para permanecer próximo, para aprender, e para crescer em uma união." - pg 315

Pequenos tesouros também foram espalhados por essa leitura, como personagens novos e apaixonantes (Axewell e Novo!), novos ambientes de circulação dos personagens e, é claro, loucuras fresquinhas do nosso anjo caído favorito, Lassiter! Eu amo como a Warden "desbloqueia" novidades em suas séries como num jogo. O mesmo universo torna-se cada vez mais sedutor e cativante para o leitor.

Em suma, apesar de Beijo de Sangue não ter dado base suficiente para saber do que se tratará a série "Legado da Adaga Negra", valeu a pena a leitura pela interação romântica entre o casal Craeg e Paradise, mas principalmente pelo que foi retomado da série principal, Butch e Marissa e pelo que está por vir, como a história de Axewell e Novo.
Os leitores da IAN DEVEM ler Beijo de Sangue, uma vez que desenvolverá acontecimentos secundários da vida dos personagens da Irmandade e também, porque no fim do dia, tudo o que a Warden escreve é ouro e não dá pra se afastar desse Midas do romance sobrenatural!

Q:Comenta aí embaixo qual o seu irmão favorito da Irmandade da Adaga Negra! O meu será forever o Qhuinn! 

Beijos, até a próxima e #FICAEMCASA


20 de janeiro de 2018

[POST FIXO] Lançamentos Internacionais 2018: Janeiro


De 01 á 15 de janeiro
* link para compra na Amazon no post do Instagram
*é só clicar no nome do livro que você deseja conhecer e será redirecionado 











Em breve lançamentos de 15 - 31 de janeiro

Grande abraço!
25 de fevereiro de 2016

Resenha á Gringa: Deliver, de Pam Godwin



Deliver (Deliver #1)
Autora: Pam Godwin
Gênero: Romance Erótico, BDSM, Suspense
Classificação indicativa: +18 (Contém gráfico sexual, violência e abuso psicológico)
Páginas: 344 páginas
Sinopse: Seu nome era Joshua Carter. Agora é qualquer um que ela quiser que seja. Ela é a entregadora. Ela atrai homens jovens e os entrega para serem vendidos. Ela entrega os golpes que garantem a obediência deles. Ela entrega o treinamento sexual que determina o valor de compra de cada um. Enquanto ela entregar, o acordo que protege sua família será mantido. Entregar é só o que ela sabe. A única coisa que ela não consegue entregar é um refém para a escravidão. Até ele. E seu escravo teimoso pensa que ele por entrega-la... a si mesma.

Deliver conta como Joshua Carter, um estudante de Religião que teve toda a sua vida planejada por seus pais graças a uma promessa feita antes dele nascer terminou nas mãos de uma dupla de sequestradores e traficantes de pessoas.
Josh gastou sua juventude com estudos bíblicos e castidade graças aos seus pais, mas está longe de ser tão religioso quanto eles. Atacante do time de futebol americano da faculdade, sua beleza e visibilidade entre os habitantes da sua cidade chama atenção mais do que desejada. Quando Liv Reed coloca os olhos em Joshua, não são apenas os pedidos específicos do novo comprador que a levam a escolher Josh, mas sim, ele representar tudo o que ela não era, tudo o que ela odiava ser. Então Liv usa de sua figura inofensiva e se aproveita da educação do outro, onde ajudar ao próximo está acima de tudo e o atrai para o cativeiro onde ela treinará Josh oito semanas dentro das regras para, enfim, entregá-lo nas mãos de seu comprador e receber a quantia combinada.
Mas o que nenhum dos dois podia imaginar é que de um jovem virgem e espirituoso, nasceria um amante dedicado e disposto a enxergar além da máscara fria de sua dominadora e ajudá-la a eliminar a ameaça que paira sobre si e a tristeza que o trabalho que é obrigada a fazer traz. Ou que por trás da fachada rígida e exigente de Liv, um passado pavoroso batalhasse contra um presente que a obrigava a infligir a mesma dor e desespero que sentia durante anos e que não tinha previsão de acabar.
Aliviando a dor e o anseio um do outro com uma paixão que vai além de qualquer pecado, Liv e Josh estão dispostos a arriscar tudo por esse amor tão torto e a vencer qualquer mal que fique em seus caminhos.

Deliver foi uma leitura muito surpreendente. Eu tinha comprado esse livro a muito tempo e graças ao Desafio Alfabeto Literário, do blog Mundo de Tinta, eu finalmente me sentei para ler achando que se tratava de um livro com BDSM e pouca coisa a mais. Eu nem me lembrava da sinopse e acho que foi isso que guardou muitas das surpresas que me deixaram rezando baixinho a cada página. A Pam Godwin resolveu pegar uma mão cheia de tabus e jogar dentro da vida de um personagem que era obrigado a ser casto, mas que se pudesse, cairia fora da rigidez da vida religiosa. O Joshua é um personagem extremamente cativante por ser tão humilde e enxergar até a pior das situações e as piores pessoas como oportunidade de ser bom e de ajuda. Quando ele cai na situação do sequestro e do treinamento para se tornar uma das "encomendas" que a Liv recebe, sendo obrigado a conhecer o lado sexual que nem em sonho podia querer se aventurar, ele encara tudo como degraus para se aproximar dela, na tentativa de conseguir escapar. 

A Liv é uma das personagens mais fortes e bem construídas que eu já li. Seu passado extremamente sofrido e os anos de abuso e tristeza que se seguiram resultaram em tantas facetas que, em cada situação de perigo e surpresa, a tensão era construída em boa parte era por não saber qual lado dela tomaria as rédeas e reagiria. A autora criou um terror psicológico tão brutal, que em alguns momentos da leitura o meu coração partiu diante do amor entre os dois crescendo já desacreditado no meio de toda aquela sujeira. Cada passo em falso de Liv trazia uma consequência drástica para a vida dos dois e mais uma série de outros fatores todos dependendo do bom comportamento dela, quando tudo o que ela mais queria era se livrar daquilo. 

"Ele representava a pureza, beleza, família, todas as coisas que foram tiradas dela. Ele era uma centelha de bondade no seu maldito mundo de escuridão, uma faísca quente que ela conseguia segurar, mesmo que só por um rápido período de tempo".

Esse livro é também muito sexual, como já dá para imaginar e a submissão do Josh quando ele entra no jogo foi o toque final para o sexy extrapolar os limites permitidos (de uma maneira boa, gente)! Eu nunca tinha lido nada com Dominatrix e foi mega interessante ver normalmente o lado mais forte ser o submetido a comandos... muitas vezes pouco explorado pelos homens (HÁ). 
O romance entre os dois pode ser um pouco difícil para algumas pessoas e pode ser entendido também de maneiras diferentes, já que por causa da realidade de sequestro no enredo, alguns podem acreditar que Joshua se apaixonou pela Liv em uma situação de síndrome de Estocolmo (é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor). Outros veem claramente que por ele ter sido criado na religião, achou que o seu amor poderia salvá-la, por isso que eles ficaram juntos. 
Na minha visão da coisa toda, eu acho que teve um pouco dos dois citados aí em cima, além disso, a Liv foi a única mulher com quem o Josh teve relações sexuais (não é spoiler, tá?) e talvez isso tenha sido mais um ponto para eles terem ficado juntos, mas é inegável durante a leitura que não foi só a simpatia entre sequestrador/refém que rolou ali. O Josh foi obrigado a abdicar de sua sexualidade quando não queria e de repente, tinha alguém o forçando a conhecê-la. Gente, mas o amor entre os dois foi verídico e daquele tipo que aquece o seu coração, já que a única coisa de bom que eles tinham para seguir em frente a cada dia naquela situação era um ao outro e o sonho de um futuro livre e onde ficassem juntos.
O final foi muito lindo e libertador em todos os sentidos e não cabe mais outro livro com o casal Josh e Liv sem metê-los em mais confusão (o que eles já tiveram o suficiente para uma encarnação), mas mesmo assim eu fiquei muito curiosa sobre como eles construiriam uma vida juntos tendo se apaixonado em circunstâncias tão limitadas e de repente estando livre para aprenderem a viver novamente em liberdade.

"- Eu estou aqui sem cordas ou correntes, Liv, amarrado a você por apenas minha própria vontade." O sangue dele batia com a ferocidade de suas palavras. "Eu não estarei livre até você também estar".

Deliver é uma leitura que te deixa em conflito o tempo todo. Causa incomodo. Tumulto naquela parte nossa que diz "cara, tá errado isso aí", mas posso dizer que a leitura vai muito além dos temas polêmicos e das situações que, infelizmente, continuam a acontecer fora das páginas. Eu simplesmente amo leituras que me desafiam e que mostram como o amor é capaz de crescer no solo mais infértil do mundo. E a Pam fez isso acontecer em meio a muita dor, remorso, sensualidade e redenção sem deixar aquele gostinho amargo na boca do leitor. Valeu cada minuto e ganhou mais uma leitora fanática!

Tem playlist do livro aqui e você pode seguir o perfil do Romantic Lit no Spotify! Em breve eu criarei playlists de outros títulos também!


 

 O segundo livro da série Deliver se chama Vanquish e conta a estória de Van Quiso, parceiro de crime da Liv (não citei ele na resenha porque seria difícil não dar um spoilão), que também é um personagem URGHHH... conflitante.

Avaliação: ★★★★

Beijos!
Aline Azevedo

 
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