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25 de setembro de 2013

Desafio 365 Dias de Filmes: Paixão Obsessiva



Paixão Obsessiva (The Good Doctor)
Gênero: Drama/Thriller
Ano de lançamento: 2011
Duração: 93 minutos


Sinopse: Diane Nixon, uma jovem de 18 anos sofre com uma infecção no rim e é atendida pelo doutor Martin Ploeck. Quando ela começa a melhorar, o médico teme perdê-la e interfere em seu tratamento, fazendo com que permaneça doente e, consequentemente, mais tempo no hospital.


Martin Ploeck é um doutor residente que esperava ser encarado com respeito e admiração por sua profissão. Introduzido no ritmo constante de um hospital, não encontra a realização que desejava de início e acaba se sentindo deslocado e levemente perseguido por uma das enfermeiras, que insiste em apontar defeitos em seu trabalho. Isso muda quando a jovem Diana Nixon é internada com uma infecção sem gravidade e se abre com ele, sendo uma boa paciente e elogiando o trabalho que faz. Martin se apega além do permitido pela garota e embarca em um plano cruel para trazê-la de volta aos seus cuidados, esquecendo-se do perigo que corre e do bem estar dela, quando se vê envolvido em uma paixão forte e inconsequente.

(Outra coisa triste, não achei gifs do filme).

Não vá assistir esse filme esperando que seja incrivelmente bom ou com um enredo fascinante. Paixão Obsessiva retrata as facetas da obsessão do Dr. Ploeck, a evolução da paixão proibida que nutre por Diane e como este sentimento o faz tomar decisões erradas e mudar a vida tediosa que tinha de maneira negativa. No início, Martin não tinha nada de promissor. O personagem era o tipo de pessoa deslocada, tímida e perdida em sua própria vida. A partir do aparecimento de Diane, ele começa a se impor, vestindo a fantasia de médico e finalmente alcançando o patamar de credibilidade que desejava, ganhando algum tipo de gratidão de seus pacientes e de respeito de seus colegas de trabalho. Tudo ia bem, até um jantar de agradecimento na casa dos Nixon, onde ele toma a primeira atitude errada, querendo a garota de volta para si. As consequências dessas atitudes foram fortes, tirando dele tudo o que mais queria e ainda o tornando alvo de chantagem em seu ambiente de trabalho, o que tornou mais algumas jogadas perigosas necessárias para a sua segurança e seus segredos.


(Não se preocupe com isso. Waylans me disse que você não é um doutor de verdade, até você perder um paciente).

É difícil não dar spoiler sobre esse filme, porque poucas coisas foram importantes e chamativas no enredo. Tudo é muito particular do personagem e também não quero tirar o efeito que você terá dele ao conhecê-lo. O desenrolar é bom, a velocidade dos acontecimentos é lenta, mas ainda deixa aquela aflição ao ver para onde Martin está caminhando em seu descontrole. De início não consegui ter raiva do Dr. Ploeck, mesmo após algumas das maldades que faz para recuperar Diane, porém quando as decepções com a profissão, a solidão e a paixão recente se juntam e criam um homem muito mais vívido, cruel e irritantemente safo, é impossível não querer que ele pagasse por toda a dor que causou, por mais que essa dor também fosse dele. E o final foi decepcionante. Não há muito a se falar sobre ele, eu esperava muito mais consequências para os erros que ele cometeu, mas tivemos pouco disso. Orlando Bloom trabalhou muito bem e se o filme fosse apenas o quesito "interpretações", seria nota máxima, entretanto e infelizmente, não é. Acabamos por conhecer mais as características e compulsões em um sentimento obsessivo, do que sobre a estória, sobre o que envolve essa revelação. Não que isso não seja interessante, mas acho que não se consegue manter um filme apenas com isso.


Avaliação: 

Meu perfil no Filmow, para quem quiser seguir!


Beijos!
Aline, Uma Leitora

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