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7 de março de 2018

Resenha: Incontrolável, Sylvia Day

Incontrolável
Autora: Sylvia Day
Gênero: Romance histórico/erótico
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 272
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Sinopse: Sylvia Day, autora de maior sucesso no gênero erótico, cujos livros já foram publicados em mais de 40 países, traz mais um best-seller de tirar o fôlego de seus leitores. Quem suspirou com Obstinada e Desejada, não pode deixar de conhecer mais um dos romances históricos da autora.
Em Incontrolável, Isabel, a conhecida Lady Pelham não poderia ter encontrado um marido melhor. Gerard Faulkner, o Marquês de Grayson é um amigo querido e encantador, além de um sedutor incorrigível. A união deles é sólida, mas seus corações estão longe um do outro. Eles são o casal mais escandaloso de Londres. Lady Pelham e o Marquês de Grayson combinam em tudo no apetite luxuriante, nos constantes casos amorosos, na inteligência aguçada, na reputação provocante e em sua absoluta recusa a arruinar seu casamento de fachada, ao acender a paixão que até então não existia. Isabel sabe que um libertino charmoso como o marido nunca conquistará seu amor, e nem ela poderia roubar o coração galanteador dele. O casamento é uma grande farsa... até que um acontecimento chocante afasta Gerard de seu lado.
Agora, quatro anos mais tarde, Gerard retorna para Isabel. Mas o jovial malandro de antes voltou como um homem poderoso e irresistível, que está determinado a seduzi-la e a ganhar seu coração. Este não é o mesmo homem com quem ela se casou, mas pode ser o homem que finalmente conquistará seu corpo e sua alma...

Sabe aquela série que tem livros maravilhosos nela e você espera que, volume após volume, ela se supere? Então, infelizmente não foi assim com essa. Primeiro porque apesar da Universo dos Livros lançar 5 romances históricos da Sylvia Day com o mesmo design de capa, eles não fazem parte de uma série. Segundo, porque eu cheguei com altas espectativas para ler Incontrolável, uma vez que, Obstinada e Desejada foram leituras sensacionais, e acabei me decepcionando.

A grande sacada da leitura é a paixão avassaladora que acontece "inesperadamente" dentro de um casamento. E ela realmente é avassaladora. A Sylvia Day escreve alguma coisa ruim, gente? Porque a intensidade entre Gray e Isabel foi de tirar o fôlego! A autora conseguiu mostrar o que cada personagem sentia sem descrições, mas mostrando nas cenas que apareciam juntos e principalmente nas cenas de sexo, o quanto ambos se rendiam a paixão ao mesmo tempo que tentavam entedê-la e não temê-la. Até aí tudo certo, mas alguns pontos do enredo foram desconfortáveis para mim. Tipo aquele momento que você fica (???) sabe?

Um deles é a forma como Gray negligencia o seu casamento e depois volta exigindo tudo o que um matrimônio oferece. Apesar de se tratar de um romance histórico e normalmente eu não julgar costumes antigos com olhos contemporâneos, acredito que, por o livro já não estar me agradando, foi um ponto que me incomodou ainda mais. Isabel ter que lidar com um casamento decepcionante e trágico e logo depois ter que lidar com um marido que passa de ausente a exigente e que pretende quebrar o acordo do "casamento por conveniência" foi um tanto irritante.

Alguns pontos no desenvolvimento dos personagens também dificultaram a leitura para mim. Como a mudança da personagem Isabel, que começa o livro como uma mulher ferida, entretanto, muito determinada. Determinada a não se deixar apaixonar novamente, a não se deixar ser difamada e a tudo que viesse a ameaçar a mulher que era. Entretanto, após se envolver mais profundamente com Gray, a personagem tem sua personalidade dissolvida, a ponto de no final do livro nem parecer mais a mesma do início. Isso foi estranho porque enquanto Isabel era suavizada até demais, a figura de Gray foi se agigantando no enredo e em atitudes para com a personagem, o que deixou a relação entre eles um tanto desproporcional. E em um romance, eu espero doação e intensidade - mesmo que de maneiras diferentes - de ambos do casal e não de um só.

"- Você e eu e mais ninguém, Isabel. Mesmo que seja a última coisa que eu faça, vou encontrar uma maneira de ser aquilo que você precisa.Dentro de seu coração, ela sentiu um calor florescer. Gray não era como Pelham. Ele era acessível e honesto. Sua paixão era real e tangível.Talvez ela não fosse prática quando se tratava de casamento, mas com seu marido, ela não precisava ser."

Eu não gosto muito de livros onde o grande drama é uma terceira pessoa - comentei um pouco sobre isso na resenha de Easy - , e isso tem bastante nessa leitura, só que não se trata disso o verdadeiro drama. Existe um outro fato, na segunda metade da leitura que ressaltou a mudança da Isabel para alguém extremamente frágil e insegura e esse fato foi tirado da cartola de uma maneira que eu jamais imaginaria que pudesse causar um baque tão grande entre os personagens. Fiquei com a sensação de ter sido uma coisa improvisada pela autora e não sei explicar exatamente o porque, mas caiu bem para mim.
Voltando aos pontos positivos, um parte que eu amei demais no livro foi a estória de amor paralela entre Rhys e Abby . Confesso que fiquei até mais empolgada para ler esta do que a estória central. Rhys, irmão de Isabel é um outro jovem que vive de excessos, até decidir se casar com uma mulher de nome e posses. Enquanto faz suas escolhas nos chás em que Isabel é convidada, ele avalia suas opções, até se ver enfeitiçado por uma moça que passa longe de tudo o que procura.

"- Você é muito diferente do homem com quem me casei, mas sua malícia é algo que, felizmente não mudou. Você é exatamente da maneira como eu quero que seja.Gerard a abraçou e a levou para o chão.- Eu também quero você."

Sem uma beleza excepcional, sem um corpo esbelto, humilde e com uma personalidade curiosa e ousada, ela o deixa louco, até Rhys descobrir o que ela realmente queria dele! Sério, foi jovial, provocante, sexy e aquele tipo de história de amor que te deixa suspirando de felicidade no final. Eu amei e queria muito um livro dos dois, entretanto, a estória teve começo, meio e fim dentro deste livro, então acho difícil.

Concluindo, Incontrolável é um romance histórico de prato cheio para quem procura uma trama simples e sensual, que trata de traumas causados pelo amor e pela morte e como o amor pode aparecer onde menos se espera.

Incontrolável é o terceiro livro desta suposta série, seguido por Possuída e Dominadas.

Até mais!
Beijos!
20 de janeiro de 2018

[POST FIXO] Lançamentos Internacionais 2018: Janeiro


De 01 á 15 de janeiro
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*é só clicar no nome do livro que você deseja conhecer e será redirecionado 











Em breve lançamentos de 15 - 31 de janeiro

Grande abraço!
5 de outubro de 2016

Resenha: Seduzida por Um Guerreiro Escocês, Maya Banks

Seduzida por Um Guerreiro Escocês (Montgomery e Armstrong #1)
Autora: Maya Banks
Gênero: Romance histórico
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 338
Sinopse: Eveline Armstrong é imensamente amada e protegida por seu clã, mas as pessoas a consideram diferente, pois apesar de ser linda e encantadora, a moça sofreu um acidente que lhe causou sequelas não só psicológicas, mas também físicas, visto que ela ficou surda. Satisfeita com sua vida reclusa, ela aprendeu a ler lábios e permitiu que o mundo a enxergasse como uma tola. Contudo, quando um casamento arranjado a torna esposa de Graeme Montgomery, integrante de um clã rival, Eveline aceita seu destino - despreparada para os deleites que viriam. Enredado pelos mistérios de Eveline, cujos lábios silenciosos são cheios de tentação, Graeme vê seu casamento ameaçado devido às rivalidades entre clãs e agora deverá enfrentar inúmeras adversidades para salvar a mulher que lhe despertou tanto amor.


Seduzida por Um Guerreiro escocês narra em primeira pessoa, com pontos de vista alternados o destino selado pelo rei da Escócia para Eveline, filha do líder do clã Armstrong e Graeme, líder do clã Montgomery, rivais há séculos. Nessa tentativa de juntá-los em uma única família para manter a paz, ambos imaginam que um futuro carregado de ódio e abusos os esperam. Eveline crê que seu marido não terá piedade consigo e a fará pagar pelos pecados do seu clã e Graeme, recebe a notícia de que a filha única dos Armstrong é louca e jamais poderá lhe dar herdeiros.
Entretanto, assim que se conhecem, Eveline e Graeme encontram um no outro muito mais do que que obrigação. Eveline, que guarda no peito um segredo capaz de pôr em jogo o amor de sua família e seu clã, se vê ligada, graças a Graeme, a garota sonhadora e determinada que era antes do acidente que a deixou muda. Ele, é imediatamente arrebatado pela beleza e peculiaridade da jovem e luta contra a ideia de que talvez, o casamento com alguém fora do juízo vingue.
Juntos, eles descobrirão um amor maior do que o ódio que seus clãs alimentam durante gerações, enquanto fantasmas do passado farão de tudo para dar um fim a esse sentimento e a aliança dos gloriosa entre Armstrong e Montgomery.

Esse livro foi uma surpresa, daquelas muito boas. Quando eu li a sinopse, ou melhor, o título, eu imaginava que, vindo da Maya Banks, eu toparia com uma estória bastante erótica. Eu nunca li nada da autora (eu sei que é arriscado começar logo por um histórico), mas sabia que ela escrevia séries contemporâneas mais pegadas no sexo. Porém, assim que eu comecei a leitura, percebi que estava com um livro diferente nas mãos. 
A Maya não começa com um casal que se odeia mas que é obrigado a se aturar. Graeme e Eveline percebem logo que se conhecem que são diferentes dos demônios que suas famílias pintam. Eles sabem que são inocentes em uma batalha de muitos anos e que não há porque descontar no outro algo marcado na história e impossível de mudar. Esse ponto, que foge um pouco do "te quero, te odeio", juntamente com a narrativa detalhada e delicada da autora ganharam o meu coração. 

"Fora a sensação mais intensa que já experimentara. Jamais sequer imaginara como seria ficar com a mulher certa. Uma mulher que não era apenas uma diversão rápida e um alívio apressado. Isso era correto. Tão correto. Ele sabia que nunca sentiria algo assim de novo. Nunca haveria outra mulher para ele."

A Eveline é inicialmente uma personagem frágil, que não chega a ser mártir para proteger o seu clã, mas vê no casamento oportunidades além dessa. Ao decorrer da leitura, ela encheu o meu peito de orgulho, com sua força e determinação, necessárias para sobreviver aos abusos e enganações que me deram nos nervos como esposa do laird em um clã que a odeia. E com uma coragem do caceta para confiar no "inimigo" fatos dolorosos do passado, que, definitivamente, ferraram com o presente dela.
O Graeme também foi uma coisa de Deus, porque correu contra o macho alfa brutamontes que exige e submete suas esposa a todo tipo de coisa e espera que ela se apaixone. Sim, ele ainda é possessivo, muitos traços de machismo, mas não julguei com olhos atuais, os costumes do passado, não é justo, uma vez que o livro foi escrito fielmente a essa época. Enfim, o líder dos Montgomery se revelou muito gentil, acolhedor - indo muitas vezes contra a atitude brutal de seu clã para com Eveline - e merecedor da confiança que fez o relacionamento dos dois deslanchar.
O principal de tudo, foi como a autora tratou a aceitação da deficiencia da Eveline, dando um jeito de fazer com que, mesmo no periodo histórico tratado, ela conseguisse reconquistar sua independência e ser tratada com respeito. A perseverança andou de mãos dadas com a personagem  durante muitas cenas revoltantes e como o ódio não sumiu de vez, nem prevalesceu, mas foi se modificando, até onde a trégua e a paz viraram uma possibilidade.
Os personagens coadjuvantes como a irmã mais nova de Greame, Rorie, os irmãos dele e até azinimiga ajudaram a não deixar a leitura desacelerar, caprichando nas maldades e nas amizades 5ever e JÁ QUERO HOJE um livro sobre a Rorie!

"Ela daria qualquer coisa para poder ouvir um "eu te amo" dos lábios de seu marido. Daria tudo para ter um único dia em que pudesse ouvir. Apenas para se alegrar com o som de algo tão simples quanto algumas palavras saídas do coração de seu amado."

Como eu sempre digo aqui, o romance no livro foi muito doce e carinhoso. Lógico que a autora ahasou nas cenas de sexo, mas não foi nada escrachado, pelo contrário. Enquanto o "seduzida" no título engana, a Maya me envolveu com cenas sensual, com necessidade e o toque rústico e carnal da época, mas tudo isso envolto com muita doçura, foi a cereja do bolo!

O final foi bastante típico de romances históricos (não é spoiler, mas quem cresceu lendo clássicos da Harlequin vai sacar) e acabou não tendo muita importância, porque no decorrer o livro, a autora deu mais do que eu imaginava para um histórico. E foi tudo tão lymdo, que o momento drama me deu uma parada cardíaca e fechou com chave de ouro.

Seduzida Por Um Guerreiro Escocês é uma leitura repleta de peculiaridades e que mostra do primeiro capítulo, até o último, como o amor cura, reconcilia, protege e se adapta para se encaixar em qualquer cenário. Mais do que recomendado!

Avaliação: 4 estrelas

O segundo volume da série Montgomery e Armstrong já tem título! O Mais Desejado dos Highlanders conta a história de Bowen, um dos irmãos de Graeme e Genevieve e tem previsão de lançamento para novembro desse ano!
Traduzi um trechinho do livro, só pra incentivar vocês a começar esse série (porque eu sou dessas).

"Eu confio em você, Bowen. Apenas em você. Ame-me. Faça-me esquecer tudo o que ficou no passado".

Se você já leu algum romance com protagonistas deficientes, cheio de lições de vida, indique pra mim aqui nos comentários! 

Até a próxima!
Aline Azevedo
 
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